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Uma Palavra Convence... Um Exemplo Arrasta Multidões!



“Faça mais daquilo para o qual você foi contratado”.
Gilclér Regina
Quando escrevi o livro “No Topo do Mundo – Motivados para Vencer” e fiz essa frase “uma palavra convence, mas um exemplo arrasta multidões” foi observando muitas coisas que acontecem no dia-a-dia do mercado.

Vejo palestrantes que chegam bem humorados na hora da palestra e cumprimentam todo mundo, mas na hora de ir embora, se as pessoas pedem uma foto, um autógrafo ou um abraço, parece que se negam ou fazem de má vontade.

Um deles falava que as pessoas não podiam desistir nunca de seus sonhos e naquele instante “ralhou” com o fotógrafo que tirava fotos. Este respondeu que aquele era o seu sonho, tirar fotografias e saiu do ambiente... O público aplaudiu e muitos saíram em represália.
Vejo pessoas que nunca falam “eu te amo”, mas dizem sempre “eu também”. Não percebem que o outro também precisa de sua iniciativa. Amor louco dura pouco, amor verdadeiro dura para sempre.
O que cria fidelidade na cabeça dos clientes é o exemplo. Não adianta prometer se na prática não se faz. De que vale investir no horário nobre da TV prometendo o melhor atendimento se na realidade oferece um atendimento medíocre, sem nenhum treinamento?

De que vale oferecer a melhor qualidade do seu serviço e na prática oferecer um serviço que deixa a desejar? Mas ainda existem outros que fecham um contrato e depois do serviço bem feito procuram buscar subterfúgios para não honrar os seus compromissos. Isso não é ético!
Conheço pintor de paredes que tem remuneração de profissional qualificado, quem sabe um bom médico ou um bom advogado. Sabe por quê? Porque criou valor agregado ao seu serviço. Aprendeu a regra nº 1 do sucesso, ou seja: “Faça mais daquilo para ao qual você foi contratado”.
Tem muita gente que se coloca como cristão, vai à TV, faz programa falando do bem, fala de motivação, de liderança, fala de Cristo e depois por trás, no dia-a-dia amaldiçoa seus concorrentes, acusa injustamente, faz conluio para atrapalhar o adversário, joga sujo.

Estou escrevendo um novo livro sobre os Dez Mandamentos e a sua influência no Mundo Empresarial, como base, uma pesquisa com 450 executivos que fariam de tudo para destruir os seus concorrentes, isto é, matar. Não há mais ética, existe muito falso moralismo. Falam do bem, mas não praticam o bem.
Como você pode abençoar o seu filho se você odeia o seu próximo? Existem pessoas que não sabem e não perguntam, outras sabem e não ensinam e as piores são as que ensinam e não fazem. Penso que ninguém pode ensinar aquilo que não faz. Uma palavra convence, um exemplo arrasta multidões.
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Gilclér Regina
 

Copa e Olimpíada - Lições de planejamento e ética




Autor

Tom Coelho




A Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 serão bem sucedidas. Porém, a um custo
difícil de calcular - e de aceitar. 






Copa e Olimpíada

Lições de planejamento e ética

* por Tom Coelho



"Acordo de manhã dividido entre o desejo de melhorar (ou salvar) o mundo

e o desejo de desfrutá-lo (ou saboreá-lo).

Isso dificulta o planejamento do meu dia."

(E. B. White)





Zurique, Suíça, 30 de outubro de 2007. O Brasil é anunciado como palco para
a Copa do Mundo de 2014. Dois anos depois, mais precisamente em 2 de outubro
de 2009, seria a vez do Rio de Janeiro derrotar Chicago, Tóquio e Madri,
sendo escolhida como cidade sede para as Olimpíadas de 2016. Parece que foi
ontem...



O relato que farei a seguir caberia já em 2007, o que lhe configuraria um
caráter ainda mais profético. Mas ainda é digno de registro. Afinal, há um
consenso de que muitos são os desafios a serem superados para que ambos os
eventos não sejam um fiasco capaz de comprometer a imagem de nosso país.



O problema está na infraestrutura sob todos os aspectos. Aeroportos com
pátios lotados e saguões cheios, atrasos e cancelamentos nos voos, demora na
restituição de bagagem, falta de vagas nos estacionamentos. Infraestrutura
viária caótica, com transporte coletivo insuficiente, congestionamentos e
falta de sinalização. Estádios e complexos esportivos com cronograma
atrasado. Ausência de preparo e treinamento de mão de obra para atender aos
turistas. Falta de um plano de segurança e de contingenciamento de crises.



Todos estes são aspectos relacionados à gestão pública aos quais devemos
acrescentar outros, como rede hoteleira deficiente. A lista é interminável.
Contudo, a boa notícia, posso lhes assegurar, é que no final tudo dará
certo. Onze anos de experiência em construção civil me permitem lhes dizer o
porquê desta crença.



1. Planejamento



Não temos cultura de planejamento. Este fato é um resquício do período de
superinflação e instabilidade institucional que vivemos entre 1980 e 1994. A
falta de planejamento está presente nas pessoas que não cultivam o hábito de
poupar, fazer seguro ou plano de previdência. Está visível no estudante que
após quase quatro anos de curso reserva apenas dois ou três meses para fazer
seu trabalho de conclusão. Está inerente às empresas, que apenas
recentemente começaram a traçar um planejamento estratégico anual para
orientar suas ações corporativas. 



2. Administração do tempo



Decorre do aspecto anterior. Somos uma nação que tem por hábito protelar,
procrastinar, adiar. Desrespeitamos veladamente horários em quaisquer tipos
de compromisso, seja uma reunião escolar, de condomínio ou na empresa.
Chique é chegar atrasado ao casamento, à festa, ao encontro marcado. Bom
mesmo é deixar para fazer no último instante.



3. Ética



Este é o ponto-chave. Quando se fala em construção civil, vou lhes
confidenciar algumas coisas. A regra do jogo é entrar na obra. Vencer a
licitação ou a concorrência, seja pública ou privada, mesmo com margem de
lucro muito reduzida. Diante dos riscos, vale até mesmo encarar margem
negativa no início da obra. Sabe por quê? Os grandes ganhos virão depois sob
a forma de aditivos contratuais, taxas de urgência, adendos, horas extras e
todo tipo de expediente. Funciona assim para a empresa ou consórcio vendedor
do certame, bem como para seus subempreiteiros e terceirizados. Este é o
princípio ético básico.



Por isso, tenham algumas certezas. Primeiro, todos os orçamentos em curso
serão multiplicados por, no mínimo, quatro ou cinco. Segundo, a partir de
2013, e não antes, as capitais que sediarão jogos se tornarão imensos
canteiros de obras. Terceiro, teremos uma bela Copa e uma incrível
Olimpíada. Pena será tomar conhecimento, ao final, do custo de toda esta
brincadeira.





* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
17 países. É autor de "Somos Maus Amantes - Reflexões sobre carreira,
liderança e comportamento" (Flor de Liz, 2011), "Sete Vidas - Lições para
construir seu equilíbrio pessoal e profissional" (Saraiva, 2008) e coautor
de outras cinco obras. Contatos através do e-mail
tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite:
<http://www.tomcoelho.com.br/> www.tomcoelho.com.br e
<http://www.setevidas.com.br> www.setevidas.com.br.
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