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O Peso do QI na Recolocação Profissional




*por Tom Coelho


"Você é quem você conhece, não o que você faz."
(Azalba)

Já engordei as estatísticas do desemprego há alguns anos. Eram tempos em que atuava como executivo, ocasião na qual conheci o trabalho das empresas de recolocação profissional, o chamado outplacement .

Foi quando aprendi a preencher adequadamente um currículo, além de ser orientado sobre como me portar em entrevistas. Também passei horas analisando companhias diversas, escolhendo aquelas nas quais gostaria de trabalhar para, ato contínuo, enviar-lhes meu precioso portfólio, agora maquiado e vitaminado, na expectativa de ser convocado.

Ledo engano. Já naqueles tempos, início dos anos noventa, os processos de recrutamento estavam mudando. Currículos aleatoriamente enviados pelo correio ou preenchidos pela internet podem se configurar em pura perda de tempo. Tornam-se lixo, físico ou eletrônico, antes mesmo que alguém leia o nome do remetente.

Pesquisa recente realizada pelo Grupo Catho junto a 17.801 profissionais indicou que 56% dos cargos operacionais e 43% dos cargos de gerência foram preenchidos com base no QI do candidato. Mas não estamos falando do famigerado "quociente de inteligência" e sim do "quem indicou". Networking, relacionamento, estas são as palavras de ordem. E há até quem opte por mudar de emprego graças à confiança depositada em quem lhe fez a indicação. Estes fatos levam-nos a algumas reflexões.

Sempre recebo mensagens de leitores comentando sobre sua insatisfação com a empresa em que trabalham. As queixas vão da falta de reconhecimento e ausência de desafios à baixa remuneração e inexistência de plano de carreira, passando inexoravelmente por problemas de relacionamento interpessoal, seja junto à direção, seja com os próprios colegas.

Estes profissionais vislumbram como única solução pedir demissão e buscar novos horizontes, como se o ambiente fosse a origem de todos os males, acreditando que em outra corporação os mesmos dissabores não acontecerão. Pior, há aqueles que optam pelo desligamento sumário da companhia, passando por uma semana de regozijo até caírem em si, e na realidade, de que nos assuntos relacionados ao dinheiro, como diria Victor Hugo, é preciso ser prático.

Diante dos fatos, alguns cuidados devem ser tomados para que uma proposta pretensamente interessante não se apresente como uma armadilha:

1. Cheque a oportunidade de trabalho. Verifique se a mesma é concreta e, mais ainda, permanente. Pode tratar-se de uma posição temporária e que não lhe garantirá estabilidade.

2. Pesquise a empresa. A internet é fonte inesgotável de informações. Acesse o site da empresa e, depois, os buscadores, para obter mais informações sobre o perfil da companhia e sua posição relativa no mercado. Dê especial atenção aos valores declarados pela organização a fim de observar se estão alinhados com seus valores pessoais.

3. Dissocie relações afetivas e profissionais. Se a indicação dada foi positiva, ótimo. E fim da história! Não convém associar o nome da pessoa que recomendou você ou lhe sugeriu a vaga durante o processo seletivo ou mesmo após o término deste. Seja grato, mas seja independente.

4. Prefira o pouco certo ao muito duvidoso. A menos que você disponha de uma boa herança ou alguém que lhe sustente, abdicar de uma remuneração trar-lhe-á mais preocupação, angústia e ansiedade. Peça demissão somente após ter firmado sua recolocação.

5. Caia fora na hora certa. Isso não é um jogo de pôquer, mas é um jogo. Se a proposta de trabalho não corresponder às promessas feitas ou não atender aos seus anseios, prepare sua saída o quanto antes evitando prolongar sua insatisfação.

Recorde-se sempre da importância do networking. Na Era da Integração, num mundo sem fronteiras e regido pela conectividade, não são dados ou informações, máquinas e tecnologia, que fazem a diferença. São pessoas. E mais do que isso, relacionamentos. Você possivelmente namora, casou-se ou vai se unir a alguém que conheceu em seus círculos de amizade. Possivelmente começou a fumar por influência de um colega. Torce pelo mesmo time que um de seus pais. Freqüenta academias ou clubes por indicação de alguém. Comparece à igreja a convite de um de seus pares. Analogamente, trabalha numa empresa ou mudará de emprego por recomendação de um conhecido.

Por isso, cultive o hábito de conversar com estranhos, pessoas que lhe avizinham num saguão de aeroporto ou numa simples fila no cinema ou no banco. Freqüente outros ambientes, seja um restaurante, um bar ou um museu, e converse com quem lhe rodeia. E lembre-se sempre de portar cartões de visita. Destas relações fortuitas, pode surgir um novo curso em sua vida.



Tom Coelho!, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP, é empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br.

ENTREVISTA DE SELEÇÃO: Ansiedade e Perfeccionismo





Por Fabiana Sanches

Ansiedade e Perfeccionismo são dois jargões da Seleção que me permito não aceitar ouvir dos candidatos, ou seja, solicito outras características além dessas.

Quando conduzo processos de seleção e pergunto ao candidato por que ele deveria ser contratado, espero ouvir mais de dez qualidades de pronto e já peço antes, excetuando ansiedade e perfeccionismo, o que poderia ser melhorado ou trabalhado no candidato.

Sempre defendo e incentivo que o candidato deve buscar ser mais criativo e autêntico na busca do emprego, principalmente, durante os processos seletivos. Infelizmente, mesmo eu pedindo que não citem Ansiedade e Perfeccionismo, ouço sempre a mesma frase: "É tão difícil falar da gente mesmo". Aí fico frustrada, pois constato que a maioria dos candidatos não faz auto-análise diária, tão fundamental e recomendada a fim de se conhecer melhor e poder fazer a tratativa do que deve ser desenvolvido.

Ansiedade é inerente ao ser humano, o que difere é que ela se manifesta em maior ou menor intensidade nos indivíduos. E Perfeccionismo não é negativo, ao contrário, sugere que o profissional pode ser observador, organizado e preocupado com a qualidade. (Também não utilizo a palavra "defeito", pois as pessoas não são mercadorias quebradas). Neste caso, o que pode ser dito é uma necessidade de a pessoa sempre ter que estar atenta a conciliar a qualidade com a agilidade, aí sim, já que quem é detalhista, geralmente, pode se perder no tempo e nos prazos.

Existem características "inofensivas" que podem ser citadas em processos seletivos, ou seja, aquelas que não deporão contra o candidato. Aponto algumas: ciumento, sentimental, sério, centralizador, workaholic (expressão americana que teve origem na palavra alcoholic - alcoólatra - pessoa viciada, não em álcool, mas em trabalho). É prudente não citar mau humor, gosto por ficar sozinho, problemas com atrasos ou o fato de ser explosivo, por exemplo, pois essas sim, poderão te eliminar do páreo, pois sugerem pessoa de difícil relacionamento, anti-social, agressiva, negligente.

De qualquer maneira, não existe receita, cada entrevista, mesmo planejada pelo entrevistador e com roteiro, sai diferente com cada entrevistado. Cada química de energia é única. O ideal é se mostrar espontâneo e natural. Evite a todo custo, respostas prontas, pois elas causam impressão de artificialidade, limitação, dissimulação ou de que o candidato tem pouco conteúdo.

Vá preparado para a seleção, pois a maioria dos recrutadores pergunta sobre qualidades e o que deve ser trabalhado, até para saber se o candidato é centrado, se ele se auto-acessa, se tem autoconhecimento.

Reconhecer os próprios atributos favoráveis não é se gabar ou demonstrar empáfia, é sim, se mostrar consciente de suas potencialidades de crescimento e de realização. Portanto, comece agora a escrever sua imensa lista de aspectos positivos!

Abraço fraternal!

Fabiana Sanches
Psicóloga Organizacional
Consultora de Carreiras e Coach - Sistema ISOR®
(11) 7649-3026
(11) 3105-2299
psicfabi@gmail.com


Perguntas mais comuns em entrevistas de emprego




Cada entrevistador tem um estilo próprio de conduzir o processo de seleção e reserva

algumas perguntas diferentes baseadas na realidade de cada empresa, entretanto

uma série de perguntas são comuns na maioria das entrevistas.

Vamos relacionar aqui as perguntas mais comuns e esperamos que com isto você

possa se preparar melhor e obter sucesso na busca por um ótimo trabalho.

Depois escreva-nos (contato@profissionaldesucesso.com.br) dizendo como

foi o seu desempenho e se houveram perguntas que ainda não relacionamos aqui.

Sucesso !


1) Faça um breve resumo sobre quem é você.

2) Comente sua formação escolar

3) Relacione os principais fatos da sua carreira profissional

4) Quais são seus pontos fortes e fracos? O que tem feito em relação a eles?

5) Qual o projeto para sua carreira nos próximos 5 anos?

6) O que você pretende aprender para se desenvolver profissionalmente?

7) Quais eram suas principais atividades na última empresa que trabalhou?

8) Quais foram suas principais conquistas nesta empresa?

9) Por que você saiu de lá?

10) O que você menos gostava no seu último emprego?

11) Cite as características de um ex-chefe excelente, e um ex-chefe ruim.

12) O que o seu ex-chefe falaria sobre você?

13) Por que você quer trabalhar nesta empresa?

14) O que você conhece sobre esta empresa?

15) O que te qualifica para este cargo?

16) Qual a sua pretensão salarial?

17) O que você fará para se entrosar com a equipe?

18) Qual será sua atitude se perceber que alguém da equipe não te recebeu bem?

19) Você já esteve envolvido em alguma disputa por cargo? Como reagiu?

20) O que você faria se percebesse que seu colega de trabalho está tendo algum
comportamento que não é permitido pela empresa?
21) Por que devemos contratar você e não outro candidato?
22) Cite as características de alguém que você admira profissionalmente.
23) Como é a empresa ideal para se trabalhar?
24) Como você reagiria se levasse uma bronca em público?
25) Como você lida com pressão?
26) Como você faz para estabelecer o que é urgente e o que é prioritário?
27) Você é uma pessoa organizada? Dê um exemplo.
28) Como você lida com fofocas?
29) Você já sentiu alguém estava se promovendo através do seu trabalho?
Como lidou com isto?
30) Descreva o seu estilo de trabalhar?
31) Você acha que o seu desempenho é melhor atuando em grupo ou sozinho?
32) Dê um exemplo de situação de conflito que você teve que lidar.
33) O que você gosta de fazer nas horas de lazer?
34) Você consegue executar mais de uma tarefa ao mesmo tempo? O que acha disto?
35) Como você faz para se manter informado?
36) Você gosta de ler? Comente os últimos 3 livros que leu.
37) Quais são seus sonhos pessoais?
38) Você quer fazer alguma pergunta?
39) O que eu ainda não perguntei e você gostaria de dizer?

Luciano Leite, psicólogo, professor, especialista em recursos humanos e coordenador do portal Profissional de Sucesso. E-mail: luciano@profissionaldesucesso.com.br
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